Curiosidades
A antiga caça aos saposHá 40 anos, para fazer o exame de gravidez, o bioquímico precisava de sapos machos! A urina da paciente era injetada na bexiga do sapinho. Após um período, a urina do sapo era recolhida. Se houvessem espermatozóides na urina do sapo, significava que a mulher estava grávida! O fundamento do exame é que o hormônio da gravidez (BHCG) estimula o sapo a liberar espermatozóides! Veja o depoimento de quem caçava sapos com o Dr. Verner!Nos anos 50 e 60 o teste de gravidez não era esta praticidade que vemos hoje em que você vai no laboratório colhe o sangue ou leva a urina e algumas horas depois o resultado estará pronto... Antigamente, para fazer o teste de gravidez era usada a reação de Galli-Mainini, onde o sapo anunciava a gravidez! O teste funciona basicamente assim: Coleta-se a urina da mulher com suspeita de gravidez, e ela tinha que evitar a ingestão de muitos líquidos para não diluir a urina. A parte difícil era conseguir um sapo (bufo), macho, com mais de 100 gramas de peso. Primeiro injetava-se 10 mL de urina via subcutânea de modo a atingir o saco linfático do animal. Se esta urina contivesse o hormônio gonadotrofina coriônica (hCG) – hormônio da gravidez, induzia a liberação de espermatozóides, que são levados até a cloaca e se acumulam aí e na urina da bexiga. Depois de 2 horas, uma pipeta era introduzida na cloaca do sapo e a urina era aspirada. Em seguida, a urina do sapo era levada ao microscópio para análise. Alguns laboratórios tinham uma pessoa responsável por caçar e trazer os sapos. Aqui quem fazia isso era o próprio Dr. Verner e sua irmã Tecla Salomon. Dona Tecla trazia os sapos para o laboratório de bicicleta dentro de uma caixa de sapato com uns furinhos! Divertido era quando a caixa abria-se no meio do caminho... Os sapos eram marcados com um esparadrapo com data na patinha, pois só podiam ser utilizados novamente para novos testes depois de 3 meses! Dona Tecla conta que os sapos voltavam para os seus nichos sozinhos, que podia-se soltá-los em qualquer lugar que eles “achavam o caminho de casa”. Paulo Salomon, filho de Tecla, conta mais: “quando criança, ganhei muitas balas para pegar os sapos. Amarrava pequenas carochas pretas ou pedaços de carvão amarrado numa linha para confundir os sapos. Eles pensavam que eram insetos e engoliam! Era uma diversão e tanto!” Viram só? Até um sapo pode trazer boas notícias! E viva a tecnologia! Copyright © 2009 |